Herpes-Zóster

 

 

A doença é popularmente conhecida como cobreiro. O que pouco se fala a respeito do Herpes-Zóster (HZ) – nome científico da enfermidade - é sobre as graves consequências que vão desde uma dor incapacitante que pode perdurar por meses e necessita de medicamentos fortes como a morfina para ser aliviada até o comprometimento da visão e da perda de audição. A incidência também é alta, ao longo da vida, um terço da população irá desenvolver Herpes-Zóster. Isso por que 90% dos adultos brasileiros são soropositivos para o Varicela-Zóster (VVZ), que é o mesmo vírus que causa a catapora. No Brasil, o contato com o vírus ocorre no início da infância. Um estudo que incluiu crianças e adolescentes de 1 a 15 anos nas escolas públicas no estado de São Paulo observou alta proporção de soropositivos na faixa etária de 1 a 3 anos de idade, ascendendo até os 10 anos e mantendo-se estável em cerca de 90% a partir dessa idade.

 

A conclusão é simples: quase todos os adultos do país estão sob o risco de desenvolver a doença. E é a partir dos 50 anos que aumentam as chances de evolução, complicações, hospitalizações e óbitos em função do HZ, já que é nesta fase da vida que o sistema imunológico começa a envelhecer e há uma queda na proteção do organismo, que fica mais exposto a doenças.

 

A melhor forma de prevenir o HZ é não ter tido contato com a varicela durante a infância. Por essa razão, a vacinação contra a catapora é tão importante. Uma criança vacinada contra a catapora nunca terá Herpes-Zóster. A vacina contra a catapora, quando realizada DUAS doses com intervalo de 3 meses, tem 97% de eficácia. Utilizada nos Estados Unidos desde 2006, a vacina de dose única contra o Herpes-Zóster acaba de chegar ao Brasil (Abril de 2014), na rede privada e é recomendada para pessoas acima de 50 anos. Cerca de 50% das pessoas com mais de 50 anos que têm HZ vão sofrer de neuralgia pós-herpética, caracterizada por uma dor crônica e intensa e debilitante que o paciente não consegue fazer nada e precisa ser internado em uma clínica de dor.

 

Para pessoas menores de 30 anos, a vacina não é indicada. Para quem tem entre 30 e 50, é necessária uma prescrição médica. Um único estudo que avalia o resultado da vacina entre pessoas de 30 a 50 anos que já tiveram Herpes-Zóster e foram imunizadas, os resultados foram satisfatórios tanto em relação à eficácia quanto à segurança. Como a vacina existe há pouco tempo (desde 2006), o que os estudos têm sinalizado é que a proteção é prolongada, ou seja, não precisa de reforço.

 

A eficácia da vacina é de 70% tanto para casos novos quanto para os de reincidência. O desenvolvimento da doença NÃO contém o risco de novo contágio. Além disso a vacinação diminui as brechas para as consequências graves e também para a dor, um dos principais sintomas da doença que incapacita o paciente para qualquer atividade. Estudos clínicos da vacina incluíram mais de 60 mil indivíduos, em geral foi bem tolerada, sendo a maioria dos eventos adversos limitados a reações no local da injeção.

 

A vacina da HZ é diferente da vacina da catapora apesar de as duas serem causadas pelo mesmo vírus (varicela), a vacina da Herpes-Zóster é para evitar a reativação do vírus. Assim, a potência dela é 14 vezes maior que a da catapora, ela estimula a produção de anticorpos muito mais intensamente.

 

Um terço da população irá desenvolver Herpes-Zóster ao longo da vida.

 

A Varicela-Zóster é o mesmo vírus da catapora, só que os micro-organismos atuam em épocas diferentes da vida. A catapora aparece na infância e os sintomas clássicos são febre, lesão cutânea e pele avermelhada. As bolhas das lesões da catapora estão cheias de vírus que seguem o trajeto do nervo da pele até a raiz da medula óssea. O vírus se instala no gânglio sensorial e fica inativo por vários e vários anos. Uma pessoa pode ser soropositivo para a varicela sem ter apresentado a doença na infância. Há casos em que o paciente teve uma manifestação mais branda da catapora que na época pode ter sido confundida, por exemplo, com gripe. Por essa razão, ele recomenda a vacinação para todos os adultos acima de 50 anos, mesmo para aqueles que não se recordam de ter tido catapora.

 

Os Estados Unidos registram 1 milhão de casos de Herpes-Zóster por ano. No Brasil, a tendência é aumentar a incidência da doença em 80% em função do envelhecimento da população. O principal fator de risco para o HZ é a idade porque a doença está relacionada com a queda da imunidade. Por isso, quem é HIV positivo, transplantado, tem diabetes, lúpus ou toma corticoide em função de alguma doença também tem a chance aumentada de ativar a doença.

 

O Herpes-Zóster também se relaciona ao estresse e, por essa razão, apesar de não ser predominante, pode acometer pessoas mais jovens.

 

Principais complicações

 

 A neuralgia pós-herpética (NPH) é a complicação grave mais comum relacionada ao Herpes-Zóster. É importante reforçar que a frequência e a gravidade da NPH aumentam com a idade. Ela é descrita como dor em queimação, pulsátil, perfurante, penetrante ou aguda e pode persistir por meses ou mesmo por anos e, por isso, repercutir em algum distúrbio emocional.

 

Outra complicação que pode ocorrer é a infecção da pele. A vesícula cheia de vírus estoura e acontece uma superinfecção bacteriana, apesar de raro, quando o HZ acomete o nervo da face é o quadro mais grave da doença podendo acontecer a inflamação do olho, da córnea e causar cegueira ou paralisia facial.

 

Outras consequências graves da doença, apesar de raras são: encefalite, meningite, pneumonia e perda de audição.

 

Sintomas

 

A doença é geralmente caracterizada por erupção cutânea dolorosa e vesicular em apenas um lado do corpo, com distribuição que acompanha o trajeto do nervo. Apesar de a erupção bolhosa ser a manifestação mais característica do Herpes-Zóster, o sintoma debilitante mais frequente é a dor, que pode ocorrer antes do surgimento das vesículas, na fase eruptiva aguda e na fase pós-herpética da infecção. Durante a fase eruptiva aguda, relata-se dor local em até 90% dos indivíduos.

 

 

 

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