Difteria

 

 

O que é

 

A difteria, também conhecida como crupe, é uma doença respiratória causada pelo bacilo Corynebacterium diphtheriae, que se instala nas amídalas, faringe, laringe, nariz e, em alguns casos, nas mucosas e na pele¹, sendo a infecção de faringe a mais recorrente. Depois de instalados, os microorganismos se multiplicam e se espalham ao mesmo tempo em que produzem a toxina diftérica, que provoca os sintomas mais comuns da doença.² O número de casos da doença vem caindo nos últimos anos, em decorrência do aumento da vacinação. De 1997 à 2011, o número de pessoas infectadas passou de 140 para apenas cinco³.

 

Quem está sob risco

 

Crianças em idade pré-escolar são mais suscetíveis caso não tenham sido imunizadas previamente com o esquema básico de vacinação⁴. Adultos não vacinados não estão livres de contrair a doença, que pode se manifestar em qualquer época do ano e muitas vezes surge após episódios de resfriados e gripes¹.

 

Sinais e sintomas

 

Os sintomas da difteria costumam demorar de um a seis dias para aparecer (período de incubação). O mais típico dos indícios da doença são as placas semelhantes a membranas acinzentadas e firmes que se instalam nas amídalas e órgãos adjacentes (faringe, laringe, nariz e, em alguns casos, nas mucosas e na pele)¹. Outros sintomas possíveis são mal-estar, dor de garganta, febre, corrimento nasal, gânglios linfáticos inflamados e manchas avermelhadas na pele. Em casos mais graves surgem edema de pescoço, toxemia (excesso de toxinas acumuladas no sangue), prostração (abatimento físico e mental), miocardite (arritmia e insuficiência cardíaca), neuropatia (visão dupla, fala anasalada, dificuldade para engolir, paralisia) e insuficiência renal¹. Dependendo do tamanho e localização da placa pseudomembranosa, pode ocorrer asfixia mecânica aguda, sendo muitas vezes necessário fazer traqueostomia para evitar o óbito⁵. Os sintomas tendem a se agravar à noite. Em geral, crianças infectadas acordam durante a madrugada com a inspiração marcada por um chiado estridente e a expiração por tosse áspera¹.

 

Transmissão

 

A transmissão da difteria acontece pelo contato direto com gotículas eliminadas pela tosse, fala, espirro ou pelo contato direto com lesões cutâneas da pessoa doente ou portadora da bactéria¹. O contágio por objetos com secreções do doente pode ocorrer, mas é pouco frequente². Depois de contaminado, o portador pode transmitir o bacilo durante seis meses ou mais⁵.

 

Prevenção

 

A difteria pode ser evitada através da vacinação¹. Pessoas que convivem com pacientes portadores de difteria respiratória devem se proteger com medicamentos prescritos pelo médico².

 

Tratamento

 

Caso haja suspeita de contaminação pela difteria, o tratamento com os medicamentos prescritos por um profissional médico deve começar imediatamente, antes mesmo que os exames laboratoriais confirmem o diagnóstico, pois a doença possui um alto grau de contágio. Além disso, o paciente deve ser afastado o máximo possível do convívio com outras pessoas até que se finalize o tratamento. A terapia medicamentosa contra difteria é bastante eficiente e consegue eliminar o agente infeccioso em 24 ou 48 horas². Pessoas que tiverem contato com o portador de difteria devem ser avaliadas e, se for necessário, receber cuidados preventivos ou terapêuticos.

 

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