Coqueluche

 

 

O que é

 

A coqueluche, também conhecida por pertussis ou tosse comprida, é uma doença do trato respiratório transmitida pela bactéria Bordetella pertussis, que compromete a traqueia e os brônquios¹. Apesar da vacina contra coqueluche (DTP) fazer parte do calendário básico de vacinação, o Ministério da Saúde do Brasil registrou aumento significativo no número de casos de 2010 para 2011: os números saltaram de 606 para 2.257².

 

Quem está sob risco

 

A doença atinge principalmente crianças menores de dois anos e idosos, que são mais suscetíveis a complicações³. Bebês menores de seis meses são os mais propensos a apresentar formas graves da doença¹. Na vida adulta, os casos de coqueluche costumam ser mais raros, embora tosse seca e contínua por mais de duas semanas possam ser sinais de infecção pela pertussis, mesmo para aqueles que receberam a vacina na infância. A infecção pode ocorrer em qualquer época do ano³.

 

Sinais e sintomas

 

Os sintomas da coqueluche aparecem em média de cinco a dez dias após a contaminação e evoluem em três fases: catarral, paroxística ou espasmódica (quando a tosse aumenta) e convalescence (diminuição dos sintomas).⁴ A fase catarral inicia-se apresentando problemas respiratórios simples, semelhantes ao da gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca. É o período com maior poder de contágio e dura em média de sete a dez dias.⁴ Em seguida vem a fase paroxística, que dura mais de duas semanas. Nesse estágio, os acessos de tosse seca aumentam, tornam-se mais contínuos e em alguns casos vêm acompanhados de vômitos, apneia, edemas no rosto e sangramentos conjuntivais (membrana dos olhos). Como os acessos diminuem o tempo para respirar e provocam desgaste, pode haver cianose (diminuição da oxigenação do sangue), caracterizada pela coloração azulada da pele e das mucosas³. Entretanto, quase não há febre. Na fase da convalescença, que geralmente acontece a partir da quarta semana, os sintomas vão regredindo até desaparecerem completamente.³ A coqueluche clássica dura de seis a catorze semanas e o agravamento da doença pode resultar em desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e, até mesmo, levar à morte⁵.

 

Transmissão

 

Com caráter infectocontagioso, a transmissão da coqueluche se dá pelo contato com gotículas eliminadas pelo paciente ao tossir, espirrar ou falar¹. As transmissões indiretas, por meio de objetos contaminados, são raras, pois a bactéria Bordetella pertussis tem baixa capacidade de se manter viva fora do hospedeiro⁵. A coqueluche pode ser transmitida ainda no estágio de incubação (período entre o contágio e o surgimento dos primeiros sintomas), que varia em média de cinco a dez dias, podendo variar de uma a três semanas e, raramente, até 42 dias⁵. O estágio com maior transmissibilidade ocorre cinco dias após o contato com o paciente e até três semanas após começar a fase paroxística⁵.

 

Prevenção

 

As únicas formas de prevenção contra a coqueluche são a vacinação e evitar o contato direto com pessoas infectadas⁶.

 

Tratamento

 

Quando a doença for diagnosticada, os pacientes devem permanecer em isolamento durante o período de transmissão da doença⁷. O uso de medicamentos para o tratamento da doença é feito de acordo com a prescrição médica, para a fase catarral e início da fase paroxística, que elimina a bactéria em um ou dois dias⁸. O tratamento subsequente, orientado por um profissional médico, é para alívio dos sintomas até o desaparecimento natural da enfermidade. Crianças no período de acessos de tosse devem ser deitadas de lado para evitar que aspirem vômito ou secreções⁸. A hospitalização só é necessária quando ocorrem complicações e é preciso oferecer suporte de oxigênio¹.

 

Para acessar as referências bibliográficas desta seção, clique aqui

 

PREVINA-SE, NÓS APOIAMOS ESTA IDEIA

Rua Domiciano Santana, 270 | Bairro Água Branca | Avaré-SP

Telefone: 14 3731-3251 - Celular:  14 99832-3006  - 14 99128-9439

 

© 2016 Clínica e Imunológica São Luís - Todos direitos reservados